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Criadouro Kakapo

QUANDO OS OVOS NÃO ECLODEM

Por Francisco Sánchez do Riva. Juiz de Cor/FOCDE

Tradução de José Luiz Amzalak

Revista COB 2006

Arquivo editado em 14/12/2006

    No momento que a fêmea deposita no ninho o terceiro ou quarto ovo, é o momento que normalmente nós colocamos no ninho todos os ovos da ninhada que previamente retiramos com a previsão de que o filhotes nasçam todos ao mesmo tempo, e oferecendo as mesmas oportunidades de sobrevivência. Nossa ilusão está a treze dias vistos, ainda que se dêem casos de eclosão aos quatorze ou quinze dias, de acordo com a constância de incubação da fêmea.

Se o processo de incubação inteiro é desenvolvido com normalidade, nós encontraremos ao término disto com um montinho de carne e de penas  embolado no fundo do ninho. Quando isto não ocorre, o criador se impacienta e espera um dia mais; se não eclodem aos quatorze, arma-se de paciência e segue esperando, mas com freqüência aos quinze dias a desilusão aparece e nós normalmente abrimos os ovos.

Quando nós quebrarmos os ovos, nós podemos nos deparar com duas situações:

Primeiro - O embrião está vivo e a ponto de eclodir, todavia rodeiam-no vasos sanguíneos e o vitelo que nem mesmo foi reabsorvido. Esta situação pode ser devido àquelas fêmeas que não entram na febre da incubação ou até que não puseram o último ovo e seu organismo não pega a temperatura de incubação. Se não continuamos abrindo os ovos, é possível que alguns cheguem a nascer.

Segundo - O embrião está morto; estando perfeitamente formados, mas por algum motivo não conseguiram romper a casca.

Quais foram as causas? Como podemos evitá-las? Estas são sem dúvida algumas das perguntas que normalmente fazemos. Pois bem, as causas mais freqüentes parecem ser as derivadas de:

A pouca vitalidade do filhote por motivo de criação com grande consangüinidade.

. Genes letais.

. Infecções transmitidas pelo aparelho reprodutor dos adultos.

. Abandono de incubação por momentos muito prolongados.

. Falta de cálcio na casca do ovo.

. Casca do ovo muito grossa.

.Sujeira nos ovos.

.A umidade ambiental.

1a. Pouca vitalidade do filhote devido à criação em consangüinidade:

Em todo o criadouro com bons reprodutores, o reprodutor de excelente padrão é normalmente usado em consangüinidade. Isto assegura nossa linha de criação no sentido de conseguir bons exemplares muito parecidos com ao standard. Para fixar linhas, acasalam-se pais com filhos ou até mesmo irmãos com irmãos.

Em princípio este cruzamentos normalmente não apresentam problemas, mas, quando nós acasalamos repetidamente canários que estão muito próximos em parentesco, é quando surgem para nós problemas de vitalidade nas ninhadas; obteremos crias menores em tamanho e serão estas crias as que sempre teremos que estar atentos nelas, ao requererem mais cuidados; não cabe duvida que elas normalmente sejam as primeiras baixas que teremos no criadouro. Não temos que duvidar que o processo de eclosão requer o mesmo esforço para todos os filhotes e o menos forte terão mais dificuldade ao nascer ou não nascerão.

  Recordemos como age o embrião quando se dispõe a nascer. O filhote está situado dentro do ovo com a cabeça no pólo mais largo e em contato com a membrana que separa a câmara de ar; estendendo o pescoço para cima consegue romper a membrana e o seu bico entra em contato com a casca. Por meio de movimentos rítmicos vai empurrando com o bico ia casca até que produza buraco por onde, com ajuda do dente que tem em seu bico e com movimentos de sua cabeça, ele vai rasgando enquanto gira lentamente. Quando rompe todo o perímetro da casca, os movimentos de estiramento de pescoço e ombros vai separando as casca ao meio. Pois bem, tudo isso que tem que fazer o filhote para alcançar a liberdade, causa-lhe um grande desgaste e um consumo de energia que os filhotes mais fracos não conseguem superar e morrem por esgotamento no interior do ovo, sem nem sequer romper a membrana da câmara de ar.

Para criar com consangüinidade, teremos que evitar os cruzamentos entre exemplares que estão muito próximos na árvore genealógica e sempre escolher os exemplares que mais apresentam mais vitalidade.

2a. Genes letais.

Os genes que agem para formar os Intensos, brancos fatores dominantes nos darão ovos que normalmente se desenvolvem até o oitavo a nono dia de incubação, mas uns 25% da ninhada não eclodirão ao atuar estes genes sobre alguns dos ovos e estes falharão.

INTENSO x HOMOZIGÓTICO = LETAL.

HOMOZIGÓTICO x BRANCO DOMINANTE = LETAL.

TOPETE (CORONA) x HOMOZIGÓTICO = LETAL.

Devemos evitaremos, pois este tipo de acasalamento de Intenso x Intenso, Branco X dominante X Branco dominante e Topete X Topete, se desejarmos que nasça um número maior de crias.

3a. Infecções transmitidas para o aparelho de reprodução dos adultos.

Múltiplas são as doenças infecciosas que os adultos podem transmitir através de seu aparelho reprodutor.As mais freqüentes são a SALMONELASp e a ESCHERICHIAColi". Por isso, é interessante tratar os reprodutores nos meses que antecedem a criação com algum produto farmacêutico que ajude evitar esse tipo de infecção. Por exemplo, eu utilizo a Ampicilina que é uma penicilina de ação bactericida e que trata as infecções do trato intestinal e infecções genético-urinárias. É necessário adquirir em forma de suspensão. A dosagem que eu uso é de doze gotas em um bebedouro de 60 cc. Depois de uma semana com este tratamento, eu ministro um restaurador da flora intestinal durante cinco dias. O tratamento é repetido duas vezes antes do começo da cria, com um intervalo de quinze dias. Quando nascem as crias, repito a mesma dosagem depois de passados os dez primeiros dias para continuar a seguir com água limpa.

4a. Abandono da incubação por momentos muito prolongados:

Se durante o período de incubação nós continuamos cedendo comida muito rica em gordura e proteínas é possível que algumas fêmeas sofram de um excesso de zelo e abandonem a incubação a meio para fazer outro ninho e outra postura de ovos. Desaconselho o emprego de Vitamina E e de sementes germinadas enquanto as fêmeas permanecem sobre o ninho. Também pode acontecer que tempestades à noite assustem a fêmea, que abandona o ninho e então na escuridão não encontra o caminho para continuar incubando. Esta era a velha crença de que, quando havia tempestade, os ovos tremiam e não eclodiam; todos colocávamos uma moeda de cobre para absorver as vibrações e não estragarem os ovos. De forma que isto não aconteça, eu sempre deixo uma lâmpada vermelha no centro do criadouro;

se a fêmea sai do ninho à noite, ela tem a visibilidade suficiente para regressar ao ninho e não incomoda em absoluto o sono dos pássaros; também é muito útil para confirmações noturnas. Também pode ocorrer que por um excesso de zelo no macho provoque uma contínua corte à fêmea e as brigas contínuas façam com que a fêmea esteja pouco tempo no ninho. Se observarmos isto, é melhor separar o macho e destiná-lo para cobrir outra fêmea para restituí-lo quando os filhotes nascerem.

5a. Falta de cálcio na casca do ovo:

A insuficiência de minerais faz que a fêmea tenha que utilizar a sua reserva na produção da casca dos ovos e deposite os ovos com uma casca muito final e inclusive com áreas sem casca que normalmente podem coincidir com o pólo inferior. Devemos oferecer à fêmea abundante mineral e osso de ciba evitar esta descalcificação. Às vezes acontece que, ao retirar algum ovo do ninho, este esteja preso ao forro e ao erguer isto arranquemos levemente a casca, com o lógico desgosto para o criador. Normalmente eleja é inútil para a incubação e nós normalmente lançamos fora. Quando isto acontece, há um truque caseiro que dá um resultado bastante bom. Consiste em recuperar a casca rompida com o esmalte que as senhoras usam. As possibilidades de incubação e nascimento são satisfatórias em uma porcentagem alta sempre que a fratura não se localize no pólo largo do ovo o que é por onde é feito o intercâmbio gasoso.

6a. Casca do ovo muito grossa.

Uma casca muito dura pode impedir que o embrião, quando inicia seu nascimento, quebre a casca do ovo e morra. Sobretudo quando o embrião está escasso de forças devido a criação e consangüinidade ou infecções  microbianas, como previamente comentamos. Os ovos são muito porosos para permitir a troca de gases e a ventilação do embrião, e uma casca muito grossa pode acabar impedindo que a troca gasosa seja realizada com êxito. Umedecer os ovos com água dois dias antes do nascimento, suaviza a casca.

7a. Sujeira nos ovos.

Sempre que observamos que os ovos estão sujos devido a excrementos ou porque algum se quebrou e manchou o resto, devemos limpá-los para evitar que esta sujeira impeça o trabalho do filhote ao nascer e ele possa morrer por esgotamento. Colocaremos os ovos sujos em um recipiente com água morna durante dez minutos e a sujeira desprender-se-á facilmente. Todos temos observado que uma ninhada fértil apresenta um aspecto azulado e muito brilhante e daremos conta de que a casca já não está tão áspera como a princípio, estando mais lisa e suave.

8a. Umidade ambiental.

A umidade ambiental também influencia na boa ou má marcha da incubação. Um ambiente muito seco pode acabar secando as coberturas embrionárias e afogando o filhote em sua envoltura. Se a atmosfera é muito seca, devemos colocar umidificadores ou simplesmente deixar uma ou várias bacias de água permanentemente no criadouro. Se o ambiente é muito úmido, seria muito útil a aquisição de um deumidificador que, com ajuda do higrômetro, manterá a atmosfera com o grau justo de umidade, que deve ser aproximadamente de 70%.
Estas oito observações são algumas das possíveis causas da mortalidade embrionária durante o desenvolvimento incubacional. Tratemos de evitá-la para que a nossa produção anual de pássaros seja a mais frutífera possível e possamos obter um número maior de exemplares, o que nos possibilitará escolher entre eles os mais fortes e saudáveis, para assim continuar mantendo nossos planteis de canários no nível tão alto que se está ganhando dia a dia a canaricultura espanhola. Não esqueçamos de que as boas condições que tivermos em nosso criadouro e um mínimo de atenções diárias serão as chaves do sucesso.

 

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