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NEGROS MARRONS E SUAS MELANINAS ATUAIS

INTRODUÇÃO

Por ocasião de nossa ida ao Mundial de Portugal, em janeiro p.p., deparamos com  a revista “Espanha Ornitológica” à venda em um dos Stands que compunham a exposição. A estampa da capa, sua diagramação, papel e fotos de qualidade excepcionais, restava a indagação quanto ao seu conteúdo. Avaliamos o semanário e julgamos oportuno adquiri-lo. O artigo principal e motivo da capa, cujo título encontra-se acima é de interesse amplo entre os criadores de nosso meio. Assim decidimos realizar a tradução e publica-lo em nosso catalogo comemorativo da 26ª Exposição (2º etapa).
No entanto é importante tecer-nos algumas considerações antes de iniciarmos a matéria que esperamos ser do agrado de todos.
Os autores são: Luiz Bellver Lhorens (Av. de Burjasot, 162 – Valência 0 Espanha), renomado criador espanhol, diretor responsável da revista, pai do nome ônix, além de responsável pela difusão da mutação no meio ornitológico, Juan A. Lorenzo Alonso: redator e editor da revista Espanha Ornitológica.
A Espanha tem tido boa participação nos campeonatos Mundiais sendo que em Portugal conquistou 21 medalhas de ouro, 32 medalhas de prata e 34 medalhas de cobre, ficando no 6º lugar geral entre os 18 participantes.
Mais especificamente em relação ás categorias que são motivo do artigo a situação foi que se segue:
 

Azuis (Individuais)   Cobres Intensos e Nevados (Quartetos)
1º Lugar – Holanda   1º Lugar – Alemanha
2º Lugar – Bélgica   2º Lugar – Bélgica 
3º Lugar – Bélgica    3º Lugar – Holanda
Azuis (Quarteto)   Cobre Mosaico (Individual)
1º Lugar – Bélgica   1º Lugar – Itália
2º Lugar – Bélgica   2º Lugar – Espanha
3º Lugar – Alemanha   3º Lugar – Itália
Verdes Intensos e Nevados (Individual)   Verde Mosaico (Individual)
1º Lugar – Holanda   1º Lugar – Bélgica
2º Lugar – Espanha   2º Lugar – Bélgica
3º Lugar – Itália   3º Lugar – Holanda
Verdes Intensos e Nevados (Quartetos)   Verde Mosaico (Quarteto)
1º Lugar – Espanha   1º Lugar – Espanha
2º Lugar – Espanha   2º Lugar – Itália
3º Lugar – Espanha   3º Lugar – Espanha
Cobres Intenso e Nevados (Individual)    
1º Lugar – Bélgica     
2º Lugar – Bélgica     
3º Lugar – Holanda    

Pelo resultado observamos que a Espanha faturou 7 medalhas entre as 27 possíveis. Em nossa opinião isto os credencia para falar sobre a matéria, pois estão é frente dos italianos (4 medalhas) e somente perderam para a Bélgica (9medalhas).
Outras considerações que devemos ter em mente para devidamente compreender esta é a terminologia adotada pela COM-HN, embora a terminologia adotada pelos criadores seja de azuis e cobres, respectivamente.
Por outro lado semi-intenso refere-se ao intenso com “schimmel”.
Outro detalhe é de que no Hemisfério Norte os intenso concorrem junto com os nevados em todas as classes exceto nos lipocrômicos e inos com e sem fator.
Feitas as devidas considerações vamos ao artigo propriamente dito.
Por negro-marrons os aficionados entendem canários de máxima carga melânica como são os verdes, cobres e azuis, também chamados atualmente de negro-amarelo, negro-vermelho e negro-branco, respectivamente.
Os negro-marrons sempre foram objeto de seleção para conseguir um bom lipocromo e máxima oxidação de bicos e patas, assim como um mínimo de feomelanina.
Durante décadas as melaninas foram finas e entrecortadas.

COMO SÃO NA ATUALIDADE AS PREFERENCIAS DOS CANARICULTORES SOBRE AS MELANINAS DOS NEGRO-MARRONS?
Os aficionados em geral preferem e selecionam hoje em dia melaninas largas e contínuas que invadem grande parte da plumagem dos canários ficando pouco espaço nas partes antes ocupadas pelos distintos tipos de lipocromos.

COMO FOI POSSÍVEL TRANSFORMAR AS ANTIGAS MELANINAS FINAS EM LARGAS?
Para responder esta pergunta, motivo de nosso artigo, o faremos mediante descrição detalhada de quatro tipos de negro-marrons a saber:
Cobre Mosaico; Cobre Intenso / Nevado; Vede Intenso / Nevado; Azul.

COBRE MOSAICO
Sem dúvida o primeiro que alargou suas melaninas. Buscando melhorar o padrão mosaico, os criadores dos anos oitenta / noventa realizaram todo tipo de cruzamento possível desde os lipocromos mosaicos vindos de cruzamentos com Gloster com todo tipo de postura melânica, dando como resultado um canário novo com características de plumagem longa, melaninas largas, muita feomelanina dispersa, característica que reduzia ou camuflava o desenho mosaico trazendo também um reflexo azulado ao redor do pescoço e flancos.
Se aqueles cruzamentos ao acaso deram origem a canários com defeitos e virtudes, ressaltavam as melaninas amplas que não passaram despercebidas apesar de acompanhadas de grande quantidade de feomelanina dispersa.
Uma década aproximadamente foi necessária para conseguir os primeiros cobre mosaicos homozigotos com melaninas largas, bom lipocromo, refração e um mínimo de feomelanina.
O cobre mosaico é uma variedade muito apreciada na Espanha onde se criam atualmente em grande número.
Podemos dizer que há quatro tipos bem diferentes na atualidade:

a) Cobre Mosaico de Melaninas Finas
Plumagem curta e entrecortada, bom lipocromo geralmente transmitido pelo cruzamento com o pintassilgo da Venezuela, podendo ser usado para melhoria do lipocromo.

b) Cobre Mosaico Tipo Italiano
Canário com melaninas largas e feomelanina dispersa muito escura invadindo, ambas, toda a plumagem, inclusive flancos e peito, sem espaço para lipocromo e refração, possuem bom lipocromo pois os italianos sabem utilizar bem os “F” de pintassilgo. Suas melaninas escuras foram influenciadas pela mutação “Pele Negra” não tolerante que apareceu naquele país. Confirma esta acertiva o fato de que casais de cobre mosaico italianos podem dar algum pele negra geralmente não viável. Bicos e patas muito oxidados.
 
 


Cobre Mosaico macho tipo italiano.

c) Cobre Mosaico Tipo Espanhol
Canário com melaninas largas e muito pouca feomelanina, flancos bem marcados, inter-estrias nítidas onde se instala a refração, oxidação média no bico e patas, plumagem ampla, lipocromo vermelho – médio (pouca origem ou trabalho com o pintassilgo).
 
 


Cobre Mosaico macho tipo espanhol.

d) Cobre Mosaico Sem Feomelanina
Variedade espanhola, nascida e selecionada em nosso país há oito anos. É de caráter recessivo e será motivo de artigo próximo. Na atualidade está se criando e aperfeiçoando em nosso país. Vários criadores europeus tem comprado esta variedade para reproduzir-la em seus países.

COBRE INTENSO / NEVADO (UM CLÁSSICO DE SEMPRE)
Permitimo-nos empregar o terno Cobre e não Negro-Vermelho como se os chamam agora. Consideramos mais apropriado o nome cobre já que os criadores veteranos estão familiarizados e, no início, os primeiros cruzamentos de pintassilgos com verdes davam intermediários que recordavam a cor do dito metal.
Por outro lado soa a contradição os termos negro-vermelho ou negro-branco, por exemplo.
Se é correto ou interessante, com o tempo os canaricultores aceitarão o nome que melhor convier.
Desde que o pintassilgo revolucionou a canaricultura, lá pelos anos quarenta, o canário cobre intenso e nevado é sem dúvida um clássico popular entre os canaricultores de nosso país.

CARACTERÍSTICAS DO COBRE ANTIGO
Durante décadas o canário cobre existiu nas variedades intenso e nevado, Posteriormente surgiu o mosaico.
Suas melaninas eram finas e entrecortadas bem desenhadas nos flancos com bom lipocromo e plumagem curta. Estas características se viam nos anos setenta.
Se as melaninas e lipocromos eram bons não se pode dizer, o mesmo do tamanho e da forma, muito dispares entre eles. Eram provenientes de cruzamento com pintassilgos, frisados, canários do país, etc.
Os descendentes apresentavam aquela mistura de raças e variedades, alguns com patos compridos, outras com patos curvados, pescoços lagos, curtos e cabeças serpentiformes desproporcionais.
Nos anos oitenta surgiu o canário cobre da Europa Central, tipo anglo-saxônico com algumas características fenótipicas fixadas.
Também vieram canários de porte do Reino Unido (Inglaterra), mais precisamente Glosters, que ao cruzarem em nosso país trocaram as formas conferidas bem como as características melânicas originando melaninas intermediárias entre os anglo-saxãos (fina) e os de porte (grossas e largas). Um defeito também foi introduzido e nos afetou durante muitos anos: os cistos de plumagem.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS DOS COBRES INTENSOS E NEVADOS
Em nada se parece o cobre atual, que os criadores estão selecionando, ao antigo. A característica principal são as melaninas mais largas acompanhadas por feomelanina de uma tonalidade marrom escuro, quase negro, que combinadas com o lipocromo vermelho dão um canário cobre escuro muito oxidado, do agrado da maioria dos criadores.
Se pudéssemos compara-los com os cobres europeus anglo-saxãos e classifica-los, diríamos que o segundo são um meio termo entre cobres e ágatas.
Há que se reconhecer, entretanto que tanto os cobres antigos quanto os anglo-saxões, por terem melaninas finas nos locais de eleição, deixam espaços para que se aflore seus obstáculos o lipocromo vermelho.
Precisaram, os cobres de melaninas largas, de um certo tempo, para se aperfeiçoarem e selecionar um lipocromo mais vermelho e brilhante; tarefa dos criadores mais vanguardistas.

COMO SE CONSEGUIU MELANINAS LARGAS E FEO-MELANINAS ESCURA NOS COBRES INTENSOS E NEVADOS ATUAIS
 
 


Fêmeas de segundo cruzamento com cobre mosaico.


Fêmeas do segundo cruzamento com cobre mosaico. 
Nevado à esquerda e intenso à direita.


Fêmeas cobre intenso de segunda, terceira e quarta geração, à direita, centro e esquerda respectivamente.


Macho (à esquerda) e fêmea (à direita) cobre intenso de quarta geração.

O responsável pela introdução destas características é sem dúvida o Canário Cobre Mosaico. Como dissemos anteriormente sobre esta variedade, foram fixadas características por cruzamentos com pássaros de porte que aportaram melaninas largas e lipocromo amarelo. A primeira foi benefício porém não o lipocromo amarelo.
Para os cruzamentos de canários de porte verdes com cobres mosaicos clássicos e F de pintassilgo não se levou em conta, ou não se conheciam, os três lipocromos amarelo a saber: Ouro, Limão e amarelo de refração, o que faz com que hoje em dia muitos cobres intensos e nevados apresentem muito ou pouco fator. Estes diferentes detalhes devem ser levados em conta na hora de selecionar.

CRUZAMENTOS ENTRE COBRE INTENSOS E NEVADOS
O cruzamento correto sempre foi intenso x nevado ou vice-versa.
Desde cruzamento se obteve 60% de nevados e 40% de intensos. Maior porcentagem de intensos quando a mãe é intensa.
Hoje em dia os criadores tem preferência pelos intensos, os quais obtêm a maioria dos troféus em concurso.

COMO SE OBTÊM OS BONS COBRES INTENSOS
O cruzamento ideal para obter intensos é intenso com semi-intenso ou vice-versa. Desde cruzamento se obtêm 75% de cobres intensos e o resto semi-intenso e alguns nevados.


Cobre intenso e nevado clássicos.


Cobres intensos atuais (macho à esquerda e fêmea à direita) de melanina largas e feomelanina escura.


Cobre intenso tipo atuial de melaninas largas e feomelanina escura, dispersa com brilho e bom lipocromo.
Quinta geração de cobre mosaico x intenso (pássaro concluído).

PORQUE CRUZAR COBRE INTENSO COM SEMI-INTENSO?
É deste cruzamento que saem as fêmeas intensas desprovidas de feomelaninas que não se diferenciam dos machos e nos concursos podem arrebatar prêmios, pela sua melanina, forma e elegância na gaiola. Estas podem ser também de caudas curtas e a maioria dos machos desta variedade são de cauda longa.
Se cruzarmos Cobre Intenso x Nevado ou vice-versa, os machos intensos e nevados servirão para concurso em mais ou menos 50% e as fêmeas intensas e nevadas não, já que os primeiros terão colar nevado e os segundos excesso de névoa.
Para cruzamento de intensos x semi-intensos selecionaremos pássaros grandes, pois do contrário obteremos pássaros pequenos. Não esqueçamos que intenso x semi-intenso acarreta uma parte de fator letal, causando perda embrionária ou exemplares pobres em plumagem.
Em busca do mais escuro, entretanto, se tem produzido e selecionado um novo tipo de feomelanina manos avermelhada e mais escura do que a ancestral, para que os cobres intensos pareçam não ter feomelanina e sim negro e vermelho.

COMO SE OBTÊM OS BONS COBRES NEVADOS
Para obter um bom cobre nevado empregaremos um cobre semi-intenso x fêmea nevado sem excesso de névoa ou vice-versa, estes machos intermediários que muitas vezes nos desfazemos ou desprezamos por não serem aptos para concurso são os ideais para produzir bons cobres nevados, sobretudo machos com nevadismo distribuído uniformemente.
Se estes aspectos citados neste artigo acrescentarmos uma forte oxidação de bicos e patas teremos o rei dos canários de fator clássico chamado cobre intenso ou nevado, ou talvez, negro-vermelho intenso ou nevado.

VERDE INTENSO E NEVADO
Este canário pertencente aos negro-marrons tem o lipocromo de fundo amarelo, quer seja ouro limão ou refração.


 Verde intenso macho, variedade anglo-saxônica. Melaninas finas, bom lipocromo e plumagem curta.


 Canário verde intenso anglo-saxônico de melaninas finas.
Presença de feomelanina  e falta de contraste.


 Verde intenso atual. Melaninas largas invandindo o sítio do lipocromo.

Em nosso país e uma variedade muito estimada com altos e baixos de acordo com o modismo, porém sempre com muitos simpatizantes.
Até poucos anos era conhecido com o nome de popular  “verde junco”. Quem não conhece a planta que lhe empresta o nome?
A cor de junco se compõe de negro e amarelo que dá tonalidade verde com maior proporção de amarelo.
Assim tem sido os verdes até poucos anos, melaninas finas e entrecortadas, intercaladas por lipocromo amarelo de preferência limão.
Na atualidade a inspiração não lhes poderia dar o  nome de “junguilhos” já que substituíram as finas melaninas que invadem toda a plumagem incluindo o baixo ventre ou abdome, restando pouco espaço para o lipocromo.
Também os canários verdes anglo-saxões ou centro europeus, de hoje em dia, invadam as interestrias finas com uma infinidade de melaninas dispersas, tipo pêlos, que se dão aspecto mais esverdeado (negro + pouco amarelo) não são contrastadas (negro + amarelo nos interestrias).
Os aficionados do verde optaram por um canário verde contrastado porém com fortes negros e nítidas melaninas e lipocromo bem dividido e visível em toda a plumagem. Tarefa difícil pois a herança genética de todos eles, hoje em dia é heterozigoto, dito de outro modo, portadores de características distintas que os diferenciam só de olhar.

PORQUÊ OS CANÁRIOS VERDES HOJE EM DIA SÃO HETEROZIGOTOS (DISTINTOS ENTRE SI)
Os canários são de raça pura ou características similares quando se criam em consangüinidade, ou as origens e aportes de sangue novo são similares.
Isto ocorreu durante várias décadas quando nosso país, por diversas razões, evolução, economia, política, etc., esteve fechado ao exterior. Criávamos canários populares com características similares que chamávamos “DO PAÍS” com tipo e forma do timbrado, porém maior, com músculos salientes e cabeças finas.
A evolução econômica, abertura de fronteiras, os concursos de cor, etc., fizeram com que os aficionados importassem canários de outros países. Os primeiros a chegar e que foram cruzados com os do país foram os  Glosters da Inglaterra, pouco depois os anglo-saxões da Europa Central e por último os verdes italianos mais recentemente.
Os do Reino Unido deram forma, melaninas largas, feomelanina marrom dispersa, pouca oxidação, bicos e patas manchados e algum ou outro cisto de plumagem.
Os centro europeus trouxeram bom tamanho e plumagem curta, melaninas finas, invasão de pêlos entre estrias, bom lipocromo brilhante e oxidação média de bicos e patas.
Por último os da Itália trouxeram tamanho pequeno, plumagem excessivamente curta, cabeças finas e músculos salientes, boas melaninas dispersas sobre toda a plumagem, pouco contraste entre melaninas e lipocromo.


 Macho verde anglo-saxônico de melaninas finas e lipocromo bem evidente.

Este último canário italiano tem grandes virtudes e grandes defeitos. É um canário para especialistas com grande experiência e plano de investigação pois esta provido de gens ancestrais muito dominantes, presumíveis e ligados ao cruzamento com Carduelis Xanthogastra (pintassilgo).
Estas variedades citadas tem todos os defeitos e virtudes e não esqueçamos uma vez mais que os defeitos e virtudes se transmitem de maneira igual e que uns e outros são necessários para uma judiosa e sábia seleção.
Em resumo, nossos canários verdes atualmente tem tal quantidade de gens de caracteres distintos que os criadores desta variedade dificilmente conseguem um bom quarteto melaninas, lipocromo, plumagem, forma, etc..
É um desafio para os criadores desta variedade obter um bom plantel de canários verdes intensos e nevados homozigotos, assim como dizíamos que os cobres intensos e nevados eram o rei dos clássicos com fator, os verdes sejam dos clássicos sem fator.


 Machos verdes nevados, Á esquerda tipo atual de melaninas largas e negras. 
Tipo clássico à direita.


Macho verde tipo atual de melaninas negras largas, invasão do lipocromo e pouco brilho. 

OS NEGROS-MARRONS DE FUNDO BRANCO
São canários clássicos cujo fundo é branco e podemos chamá-los cinza (negro + marrom + ausência de lipocromo).
Quase tudo dito para os canários Cobre Mosaico, Intensos e Nevados e Verdes Intensos e Nevados poderíamos aplicar aos canários azuis.
A única diferença entre as variedades é o lipocromo. Qualquer defeito por menor que seja se manifestará e se fará mais evidente nos canários de fundo branco.
Não devem ter muitos seguidores a julgar pela pouca participação nos Mundiais: 4 Quartetos e 22 Individuais.


Macho azuis. À esquerda, tipo atual de melaninas negras, largas e à direita, tipo anglo-saxônico de melaninas finas.


Machos tipo atual. Verde intenso à esquerda e azul à direita.
Melaninas largas, negras e contrastadas.  

Sempre competem com os verdes e, nestes últimos, o lipocromo ajuda a camuflar os mesmos defeitos que não são visíveis nos azuis.
Aos azuis se espera um bom futuro próximo de aceitação já que temos os ingredientes necessários para converte-lo em nítidas e vistosos, partindo de melaninas contrastadas e nitidez de lipocromo, tarefa árdua mas que também valerá a pena realiza-la.
Embora o calor do verão não seja propicio para a inspiração, Juan A. Lorenzo e eu temos nos esforçado para realizar esta reportagem de canários de cor, cuidando para que as fotografias sejam as mais fidedignas possíveis para a compreensão do artigo escrito, nem sempre compreendido ou expressado, mas que estas ilustrações ajudem aos principiantes, criadores destas variedades e aos futuros interessados pelo negro-marrom, a melhor conhece-los e seleciona-los.


Machos azuis. à esquerda, tipo atual e à direita tipo anglo-saxônico.


Machos do tipo atual, verde intenso à esquerda e azul à direita.
Ambos com muito contraste, melaninas largas e negras. Base para futuros planteis de grande beleza.

A sábia combinação entre virtudes e defeitos, o conhecimento de sua transmissão e comportamento genético, são os ingredientes do futuro campeão.
 
 

J. A. Lorenzo e L. Bellver
Tradução Mauro de Queiroz Garcia – Juiz COM-OBJO
Revista CMCP Junho de 2001
Arquivo editado em 08/12/2002

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