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Criadouro Kakapo

CADEIA EPIDEMIOLÓGICA - PREVENÇÃO DE DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS DAS AVES DE GAIOLA  

Regis Cristiano Ribeiro
Revista Pássaros Nº 64
Arquivo Editado em 31 Jan 2011 - Criadouro Kakapo

Em função de um elevado nú­mero de agentes de doenças que atacam nossas criações, e do peque­no número de produtos veterinários específicos para estas doenças, nos parece de extrema importância pre­venir doenças e para esta finalidade é de real importância conhecer a cadeia epidemiológica e seus elos. Se compararmos as doenças infecto contagiosas das aves com uma cor­rente, que acionada faz a enfermi­dade andar, fica claro que para pa­rarmos este movimento deveremos romper pelo menos um elo desta corrente. O mesmo princípio poderá ser utilizado nas doenças infecto contagiosas, rompendo um elo da cadeia epidemiológica [figura 1) que passaremos a definir:
Fi - Ve - Vt - Vp - Susc.
Fi = Fonte de infecção
Ve = Via de Eliminação
Vt = Via de Transporte
Vp = Via de Penetração
Susc'. = Susceptível

Fonte de infecção

Definição - Vertebrado que alberga agente de doença e tem a capacidade de eliminá-lo para o meio externo.
A fonte de infecção pode ser classi­ficada como:
-Portador Sadio: tem o agente da do­ença, pode eliminá-lo para o meio ex­terno, mas não tem sinais de doença. -Portador Prodrômico ("Incubado"): tem o agente da doença, pode eliminá-­lo para o meio externo, mas ainda não apresenta sinais de doença.
 -Portador: Enfermo: tem o agente de doença, pode eliminá-lo para o meio externo, tem sinais da doença.
Uma vez conceituados os tipos de fontes de infecção, cabe agora algu­mas considerações.
-Portador Sadio: é a fonte de infec­ção mais traiçoeira da criação, pois não se acusa e raras vezes é encon­trado. Exemplo: Coccidiose, Vermi­nose, Micoplasmose.
-Portador Incubado: é a fonte de in­fecção que justifica a quarentena antes de se introduzir aves novas no criatório. Exemplo: Bouba. -Portador Enfermo: sempre deverá ser isolado do plantel. Exemplo:
Bouba, Micoplasmose.
-Portador Curado: se for curado no seu criatório, deverá ser isolado, se for curado em outro criatório, deve­rá sofrer quarentena.

Ações sobre as fontes de infecção

-Isolamento do criatório (evitar en­trada de aves silvestres)
-Isolamento dos doentes/curados
-Quarentena dos suspeitos (novas introduções e/ou aves com alterações)
-Medicação preventiva. Exemplo: medicação com 100 P.s. por três dias consecutivos para aves sujeitas a stress e/ou contato com outras aves de outros plantéis, para prevenção do peito seco.
-Medicação curativa. Exemplo: me­dicação com 100 P.S. por 5 dias con­secutivos, repetindo no 21 °/28° dias após o início da medicação, para cura de peito seco.
-Eutanásia: sacrifício de aves sem possibilidade de cura. Exemplo:
Bouba, Salmonelose reprodutiva da fêmea.
-Vacinações: esta eficiente arma preventiva não poderemos utilizar no Brasil, por falta de vacinas nacionais e proibição de importações.

Vias de eliminação

Definição - Via que o agente utiliza para abandonar a fonte de infecção. A via de eliminação pode ser:
-Via oral/nasal. Eliminação via sali­va e/ou vômito [rara) e por aerosóis. -Via fecal.
-Via pele/penas.
Na tabela 1 alguns exemplos de prin­cipais vias de eliminação de enfer­midades mais comuns às aves de gaiola.
Via de transporte
Definição: Via que o agente uti­liza para se movimentar da fonte de infecção; até o susceptível.
As principais vias de transporte são: aerosóis, objetos contaminados (bebedouros, comedouros, po­leiros, gaiolas, etc...). mãos e rou­pas do tratador, grãos, rações e farinhadas contaminadas, enfim, objetos contaminados em geral.

Via de penetração

Definição: Via que o agente uti­liza para penetrar no susceptível (Ave]. Na tabela 2, alguns exemplos de principais vias de penetração de enfermidades comuns às aves de gaiola.

Susceptível

Definição: Todas as espécies de aves que possam receber o agente de doença e desenvolver a doença.
Uma vez definida a cadeia epidemiológica devemos escolher, para cada criação, o elo da cadeia mais fácil de ser "quebrado". Va­mos exemplificar ações sobre a cadeia epidemiológica utilizando duas doenças:

Coccidiose

Elos da Cadeia Epidemiológica:
Fonte de Infecção - Portadores Sadios/Doentes/Curados/Incubado
Via de Eliminação - Fezes
Via de Transporte - Objetos contami­nados com fezes
Via de Penetração - Oral Susceptível - Aves, principalmente sob regime de voadeira.
Ações sobre elos
ELO: AÇÃO
Fonte de Infecção: Medicar aves com mais de 5 ovos por campo, com COCCIDIOSTATCOS (Ex. COCCIREX).
Vias de Eliminação: Troca e uso de papel de coleta nas gaiolas (quanto maior a população/gaiola, maior a freqüência de trocas).
Via de Transporte: Limpeza com es­cova, água e sabão, dos objetos co­muns à criação. Evitar troca de uten­sílios entre voadeiras e gaiola. A maioria dos desinfetantes não atua nos oocistos de Coccidia.
Via de Penetração: Nada a fazer.
Susceptível: Nada a fazer, não exis­te vacina ou medicação preventiva.
Peito seco (Micoplasmose)
Elos da Cadeia Epidemiológica
Fonte de Infecção - Portadores
Via de Eliminação - Oral e entérica (fezes)
Via de Transporte - Objetos contami­nados
Via de Penetração - Oral/Nasal
Susceptível - Aves
Ações sobre elos

ELO: AÇÃO

Fonte de Infecção: Medicar aves que entraram em contato com aves do­entes (Ex.: 100 P.S.); Isolar e tratar aves doentes (100 P.S.); Isolar criatório
Via de Eliminação: Nada a fazer.
Via de Transporte: Limpeza geral di­ária. Melhores condições de ventila­ção. Evitar umidade no criatório.
Via de Penetração: Nada a fazer.
Susceptível: Nada a fazer, não existe vacina ou medicação preventiva.


 Tabela 1

DOENÇA
VIA DE ELIMINAÇÃO PRINCIPAL
VIA DE ELIMINAÇÃO SECUNDÁRIA
Bouba Aerosol Secreções
Salmonelose Fezes Ovo
Coccidiose Fezes  
Giardiase Fezes  
Colibacilose Fezes  
Micose Peles/Penas  
Ácaros (Nasal/Penas) Peles/Penas  
Micoplasmose Aerosol Ovo
Verminose Fezes  

Tabela 2

DOENÇA
VIA DE PENETRAÇÃO PINCIPAL
Bouba Oral/Respiratoria
Salmonelose Oral;Ovo
Coccidiose Oral
Giardiase Oral
Colibacilose Oral
Micose Oral/Respiratória/Cutânea
Ácaros Nasal/Pele Oral/Cutânea
Micoplasmose Oral/Respiratória/Embrionária
Verminose Oral

 

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