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Criadouro Kakapo

DESINFECÇÃO E HIGIENE NOS CRIADOUROS  


Alfonso Babra Garcia - Espanha
Revista Pássaros Nº 64
Arquivo Editado em 31 Jan 2011 – Criadouro Kakapo

Introdução
A ação germicida, como fato empírico, figura entre os conheci­mentos mais remotos dos homem, muitos antes de conhecer-se a na­tureza bacteriana ou viral de certas doenças.
Como exemplos desta ação, poderíamos citar: o conhecimento de que o fogo destruía "as causas do mal", o valor da água fervida para a lavagem das feridas ou a aplicação de determinadas téc­nicas para a conservação de ali­mentos - salames, defumados, acidificações etc.
Durante a primeira metade do século XIX, introduziram-se diferen­tes substâncias sulfuradas, iodadas e cloradas, utilizando-as não so­mente para o tratamento de deter­minadas afecções animais ou vege­tais, mas como valiosos anti-sépti­cos para cura de feridas e para a prevenção e infecções em atos médicos ou em cirurgia.
Resultou de grande valor a de­monstração de Semmelweis [1847], ao assinalar que a simples lavagem e desinfecção das mãos dos médi­cos e veterinários com cloro, redu­zia radicalmente as mortes habitu­ais nos partos.
Na segunda metade do século XIX, a lista de anti-sépticos e desin­fetantes foi enriquecida com a intro­dução de vários sais de metais pesados, álcoois, fenóis e compos­tos iodados, cujas atividades microbicidas e esporicidas puderam fazer-se mais evidentes ao coincidir com a era das grandes descobertas bacteriológicas.
O ato de desinfecção, - des­truição ou eliminação de todas for­mas vivas infecciosas - tal como entendemos hoje em dia, parte das idéias de Koning e Paul, os quais comprovaram que os desinfetantes só podiam ser comparados sob condições controladas, tempo de contato entre germes e desinfetan­tes, meio térmico, substrato e pos­sível interferências.
Ação dos desinfetantes
Poderíamos definir um desin­fetante como uma "substância ou composto que impede a infecção", ou dito de outra forma mais práti­ca: "é um produto químico capaz de destruir germes e que se emprega para sanear locais onde temos as nossas aves".
Dentro desta definição, cabem unicamente produtos que apresentam ação letal-germicida ou bactericida ­sobre os microorganismo, se bem que produzam ações sobre diversas for­mas mais resistentes: esporos, vírus, fungos, etc ...
A desinfecção, embora cubra um amplo campo de atividade, procura, antes de tudo, a erradicação dos ger­mes diretamente patógenos [respon­sáveis pela produção de doenças!.
Do ponto de vista teórico, um desinfecção perfeita, com 100% de eficácia em uma instalação ornitológica, deveria ser motivo de erradicação de uma enfermidade ligada permanentemente ao aviá­rio, coisa que, infelizmente sabemos, é muito difícil de se conseguir na prática.
A ação de um bom desinfetan­te, que possua atividade letal para um microorganismo, essencialmen­te é a de uma "substância agressora que atua contra este, produzindo-lhe danos físicos, químicos ou enzimáticos".
Geralmente cada germe apre­senta um lado no qual os desinfetan­tes atuam como bacteriostáticos, passado a bactericidas a partir de certo nível.
Os desinfetantes ou germicidas são substâncias muito heterogêne­as, atuando em condições muitos diversas como também são os microorganismos sobre os quais po­dem atuar, que diferem entre si tan­to em seu fisiologismo, como em seus hábitos de vida.
A ação dos germicidas, a nível das bactérias, pode se produzir a ní­vel superficial ou de "membrana" e a nível profundo ou "protoplasmático". HAYDEN assinalou que o fenol atua­va interferindo em várias cadeias metabólicas, a sua destruição ao pro­duzir uma alteração física que afeta­va a sua permeabilidade celular.
Todos os ornitólogos amadores conhecem a patogenia de E. coli em nossos ninhos.
Esta considerações nos levam a considerar a importância da técnica da desinfecção dos aviários, basean­do-se nos seguintes pontos:
1 - Cada desinfetante atua de uma forma determinada, em uma concentração definida e com mar­gens de eficácia distintas para cada caso. São dadas grandes variações de cada produto desinfetante por­quanto podem produzir-se inati­vações pela presença de substânci­as antagônicas, tais como: matéria orgânica, sais minerais, ácidos, etc ... Por isso é imprescindível, antes de uma desinfecção ou desinsetação, efetuar uma limpeza mecânica a fundo no aviário.
2 - Dentro de cada grupo de de­sinfetantes podemos ter substâncias com maior ou menor atividade, em função da sua própria estrutura molecular e do seu comportamento ante o germe que se pretende destruir.
3 - O tipo de superfície a desin­fetar condiciona a seleção do produ­to e sua dosificação em função de sua possível toxicidade, caus­ticidade e persistência. A madeira e o cimento podem tolerar produtos que resultariam inadequados para gaiolas metálicas.
Comparação entre diferentes desinfetantes
Revisadas as bases de uso aplicação de cada desinfetante, e conhe­cida a diversidade de mecanismos de ação, compreenderemos que existe uma evidente dificuldade na eleição dos desinfetantes, máxima se a de­sinfecção se efetua existindo aves na gaiolas ou viveiros. Recomendamos que em todo tipo de desinfecção ge­ral, se retirem as aves dos criadouros, pelo menos durante 8 horas.
Para comparar desinfetantes é preciso ter em conta as aplicações de cada um deles e suas margens de atividade.
A valorização dos desinfetantes se baseia em ensaios efetuados em laboratório, que consistem em se co­locar o germe que se quer destruir, ante uma dose de antisséptico e du­rante um tempo pré-estabelecido.
Um método muito prático de avaliação consiste em averiguar "a mínima concentração" de um desin­fetante que seja capaz de inativar um germe de "prova" em 10 minutos, o que se efetua através do chamado "teste de arratre".
As provas de laboratório são in­dispensáveis para o criador talvez o sejam tanto práticas, que a ofereçam "in situ" provas de confiabilidade, não toxicidade e de verdadeira ação desinfetante.
Para este tipo de provas prévi­as, torna-se indispensável fazer uma amostra de diversos pontos do aviá­rio que se pretende sanear. As pro­vas sobre as gaiolas, voadeiras, pa­redes e chão do aviário dependem das seguintes variáveis:
1 - grau de umidade do aviário
2 - homogeneidade das paredes e piso
3 - qualidade da limpeza prévia
4 - antecedentes patológicos, que nos levam a uma desinfecção a "fundo".
De acordo com a maioria de au­tores especialistas, concordamos que os resultados obtidos em um deter­minado aviário, "não podem ser, em absoluto, extrapolados a outros", nem sequer naqueles em que exis­tam aves da mesma variedade.
Do ponto de vista de con­fiabilidade, em todo momento po­dem apresentar-se diversas obje­ções, pois assim como ocorre na or­nitologia amadora, se trabalha com amostras reduzidas.
Praticamente e em plano de di­vulgação, pensamos que onde se cri­am ou se mantenham lotes de aves de pequeno porte (exóticos, canári­os, periquitos, silvestres da fauna européia etc.), os desinfetantes de eleição são os derivados dos sais de AMÔNIO QUATERNÁRIO, que com diferentes marcas se oferecem no mercado, sem descartar os deriva­dos iodados.
Resumo
Os resultados que temos obtido em numerosas provas efetuadas nos confirmam que os máximos níveis de eficácia se alcançam quando o aviário tem sido submetido previamente e com pontualidade a uma limpeza em profundidade, o que nos faz pensar que a HIGIENE é o primeiro passo da DESINFECÇÃO. Com ela se reduz drasticamente a incidência de deter­minadas afecções patológicas de ori­gem bacteriana, fúngica ou viral, liga­das ou condicionadas à contaminação por insetos ou outros vetores.
Este é, pois, o procedimento mais apropriado e estendido:
a - Limpar periodicamente o aviário e, por sua vez, desinfetá-lo.
b - Utilizar unicamente desinfetan­tes de eficácia reconhecida.
c - Procurar desinfetantes estáveis e não voláteis.
d - Aplicar as doses adequadas de desinfetante "in situ", segundo as medidas do local ou aviário.
e - Ter em conta as épocas de alta taxa de umidade e calor, para reiterar as medidas de higiene, DESINFECÇÃO e DESINSETAÇÃO, com isso se reduzi­rão notavelmente, a incidência de en­fermidades e ectoparasitações em nossos aviários e voadeiras.

 

Atualidades Ornitológicas www.ao.com.br Tradução: PSF


 

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