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O SEXO E AS AVES – MACHOS OU FÊMEAS À VONTADE

Maurice Pomarède - França
Tradução: PSF
Revista SOBC 2002
Arquivo editado em 26/04/2005


Escolher o sexo de suas crianças, decidir se será uma menina ou um menino; um sonho! Isto também é o que muitos criadores gostariam de poder. Seja para equilibrar sua criação onde houvesse muito de machos ou de fêmeas, seja por questões de rentabilidade. Os machos poderiam ser mais procurados e então poder-se-ia escolher menos fêmeas. Do mesmo modo poderia ser o inverso, isso dependendo das espécies e das variedades criadas. Mas, como veremos, o poder do criador está muito limitado e é muito difícil se escolher o sexo das futuras aves como das crianças. Veremos por quê.

Como nasce o sexo?

No homem

O mecanismo do sexo é bem conhecido no homem. Ele tem origem genética e se explica pela presença de heterocromossomas. Todo indivíduo possui dois pares de cromossomos, cada par sendo feito de um cromossomo de origem materna e um outro de origem paterna, porém num desses pares os cromossomos são diferentes e são ditos por isso de heterocromossomas. São estes heterocromossomas que detém a chave da sexualidade.

Um indivíduo que recebe dois heterocromossomas semelhantes (onde se chama todos dois de X) torna-se uma fêmea, então uma mulher. Um indivíduo que tem dois heterocromossomas diferentes (que são chamados de X e
Y) torna-se macho, então um homem. Neste casal, a mulher tem então XX e o homem XY. Quando eles se reproduzem cada um cede ao futuro embrião um só cromossomo do par. A fêmea não pode ceder um X, mas o homem pode tanto X como Y. E é isto então que ele detém, se é que se pode dizer, a chave do sexo da criança. Ele resultará o par XX ou o par XY. As chances de ter um ou outro são iguais e a seguir, um par tendo a chance de ter uma filha que ter um filho.

Melhor dizendo, em um pequeno número de crianças pode nascer mais meninas que meninos, mesmo só meninas ou meninos. Isso quem decide é a sorte semelhantemente quando lançamos ao ar uma moeda; ela pode cair do mesmo lado três vezes seguidas.

A relação do número de machos e número de fêmeas é a "sex-ratio". Normalmente ela é igual a l. Curiosamente nasce mais meninos que meninas, mas como se sabe, os meninos mostram-se mais frágeis e com o tempo o número de fêmeas supera o número de homens. Esta fragilidade pode ser decorrente do fato de que, tendo dois X as fêmeas são mais ricas em genes que os homens e que neles as compensações seriam possíveis no caso de mutações de um gene portado por um dos X.

Como se sabe, os heterocromossomas não fazem tudo. Constata-se que a realização do sexo necessita da presença de hormônios sexuais e, na espécie humana, este hormônio masculino, a testosterona, é quem desenvolve o principal papel. Seu aparecimento faz com que o aparelho genital inicialmente embrionário e indeterminado, oriente para o sentido masculino. A falta de testosterona orientará no sentido feminino. Isto quer dizer que sem esta intervenção hormonal só apareceriam mulheres e então, para um biólogo "no início só havia Eva".

Mas se a testosterona aparece é porque sobre o cromossomo Y existe um gene SRY que comanda a formação. 
O mais curioso é que este gene pode, num acidente genético (perto de um fragmento de cromossomo Y) ou num crossing-over (troca de porções entre X e Y), se achar num X e, neste caso, dará um indivíduo que reunirá características femininas (no caso em dois X) e características masculinas (devido ao SRY). Outros indivíduos serão XY mas sem o gene SRY e eles serão também intersexuados. Enfim, pode existir indivíduos que possuem agrupamentos aberrantes XXY, XYY, XXX ou então XXXY. Todos estes indivíduos são geralmente estéreis e vítimas de graves deficiências.

Recentemente ornitólogos italianos descobriram no cromossomo X um gene que em duplo exemplar inibe a ação do SRY, levando, além disso, a uma série de distúrbios quando este gene desaparece.

No homem são então os espermatozóides quem decidem o sexo e, por conseguinte, pode-se perguntar se não 
seria possível de se triar procurando somente aqueles portadores de X ou de Y alcançando o óvulo. Se os
espermatozóides portadores de Y são somente encaminhados à via genital da fêmea nascerá uma filha. Mas a triagem, teoricamente possível, é bem difícil de acontecer, já que não pode alterar o esperma. Pode-se pensar em triar os espermatozóides por centrifugação, mas as densidades são parecidas, ou mesmo por um campo elétrico ou ainda modificar o pH da secreção vaginal graças a uma alimentação apropriada dada à futura mãe. Os resultados são decepcionantes já que o organismo reage cuidadosamente sobre suas constantes (temperatura, teor de sais minerais, pH do sangue etc.). De fato a escolha do sexo não pode ser considerada como na fecundação in-vitro (F.I.V.) e então? Talvez se pudesse colocar o óvulo hostil aos cromossomos Y, mas assim nasceriam somente filhas. Além disso aconteceriam abortamentos: o sexo dos embriões sendo fácil de se marcar, poder-se-ia eliminar todos os embriões do sexo não desejado. Mas isso seria inaceitável.

Nas aves

Na ausência de aparelho genital externo, a distinção dos sexos se faz diante da plumagem, que geralmente é mais colorida, mais suntuosa nos machos, além do comportamento. A cópula é obtida pela justaposição das cloacas enquanto o macho cobre a fêmea. Seja baseado no tratamento do esperma ou mesmo concernente ao macho deve ser descartado. Mesmo a alimentação não pode ter nenhuma ação, já que a proteção dos óvulos na fêmea é total. É indispensável nas aves, como na espécie humana, que o pH (íons de hidrogênio traduzindo a acidez, ou não, do sangue) seja constante e todas as modificações podem desencadear distúrbios graves
e mesmo mortais.

Para assegurar isso o organismo dispõe de sistemas reguladores de uma grande eficácia.

Não se sabe exatamente como agem os cromossomos X, e existe provavelmente sobre os X genes que desencadeiam secreções hormonais decisivas. O sexo feminino aparece quando intervêm os hormônios sexuais femininos, chamados estrogênios; na sua ausência, o sexo seguirá para o sentido masculino. O sexo masculino aparece então como o sexo de base, ao contrário daquele do homem e de outros vertebrados. Uma galinha sem ovário ou então com ovário sem funcionar devido à idade ou a uma doença, adquire a plumagem de macho. Estas observações permitem se pensar que exista um fator masculinizante no cromossomo X das aves, e um fator feminilizante num cromossomo não sexual (autossoma). Em duplo exemplar, o fator feminilizante inibiria o fator masculinizante de um único cromossomo X, dando uma fêmea XY. Mas a inibição não estaria ligada a dois cromossomos X, já que este é o caso do macho.

Diversas observações apoiam esta hipótese.

Somente uma ação sobre a secreção hormonal pode então permitir a escolha do sexo nos jovens filhotinhos, mas isso seria um perigo para mãe, sua saúde, sua plumagem e sua fertilidade futura.

Estudos realizados em aves silvestres mostram que o "sex-ratio" pode às vezes variar segundo as posturas. Uma primeira ninhada pode dar mais machos ou ao contrário. Mas a sexagem sistemática de nascimento mostra que
nascem tantos machos quanto fêmeas. É então possível que o ambiente (temperatura, umidade?) ou a alimentação (mais ou menos rica e podendo variar durante a sessão) ou mesmo o comportamento no ninho que expliquem as diferenças. Somente os jovens machos (canários, mandarins etc.) se mostram mais assustados que as fêmeas. Um filhotinho muito solícito pode se alimentar melhor, mas pode cair mais facilmente do ninho. Isto poderá ser mais ou menos evidente segundo a importância da ninhada.

Enfim, não é impossível que uma mutação, tornando inativo o fator feminilizante ou o fator masculinizante, acarrete a produção unicamente de machos ou unicamente de fêmeas.

Como já foi visto, muitos dos elementos intervêm para que se possa encontrar um meio simples de se escolher o sexo das aves. A única possibilidade é se eliminar um dos sexos graças à sexagem precoce (nos pintinhos) para se conservar, por exemplo, somente fêmeas. Mas esta técnica de sexagem é difícil de se adquirir.

O aporte da genética no resultados dos cruzamentos

A genética permite se compreender diversas anomalias. Isto notadamente no caso dos indivíduos ditos half-siders e mais exatamente ginandromorfos que possuem uma plumagem masculina de um lado do corpo e feminina do outro. Existe neles uma repartição anormal dos cromossomos sexuais; uma metade do corpo tendo recebido dois X e a outra metade somente um. Estes indivíduos raramente são fecundos.

A genética permite também marcar bem todos os sexos de uma ninhada. No caso de genes portados por um cromossomo X (genes ditos ligados-ao-sexo), as fêmeas que recebem este X têm necessariamente os caracteres correspondentes já que elas têm apenas um só X. Deste modo, nos canários, existe a mutação  marfim devida a um gene portado por um X. Esta mutação sendo recessiva, num macho há dois X portando, cada um, um gene marfim; ele dará fêmeas, todas marfim. Os machos que vierem de fêmea marfim não serão marfim. Em todos os outros casos eles serão diferentes das fêmeas e é fácil se notar.

O conhecimento dos fatores ligados ao sexo podem então permitir se realizar cruzamentos dito auto-sexáveis, que darão machos nitidamente diferentes de fêmeas e isto bem precocemente.

Para assegurar isso o organismo dispõe de sistemas reguladores de uma grande eficácia.

Não se sabe exatamente como agem os cromossomos X, e existe provavelmente sobre os X genes que desencadeiam secreções hormonais decisivas. O sexo feminino aparece quando intervêm os hormônios sexuais femininos, chamados estrogênios; na sua ausência, o sexo seguirá para o sentido masculino. O sexo masculino aparece então como o sexo de base, ao contrário daquele do homem e de outros vertebrados.
 

 

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